Lisboa Africana: uma longa história de gentes, lugares e memórias

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Lisboa Africana: uma longa história de gentes, lugares e memórias

Ao longo de mais de cinco séculos, homens e mulheres de origem africana, oriundos de diversas culturas, uns vindos como escravos de muitas regiões de África, outros já nascidos em Portugal, viveram em Lisboa, deixando histórias, memórias e vestígios da sua presença, e contribuindo para a construção da cidade e para a fixação dinâmica da sua identidade urbana.

Isabel Castro Henriques
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África em Lisboa: representações da cidade pós-colonial

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África em Lisboa: representações da cidade pós-colonial

O poema Lisabona, do poeta Luís Carlos Patraquim; a peça Museu do Pau Preto, de António Tomás; e o documentário Os lisboetas, de Sérgio Trefaut são algumas das mais diversas representações culturais contemporâneas que representam Lisboa como uma cidade pós-colonial. Todas estas produções salientam as contradições e as assimetrias por vezes ocultadas pelo discurso celebratório da lusofonia, devolvendo assim imagens da cidade, radicalmente distantes das representações de uma Lisboa tanto lusófona quanto multicultural.

Jessica Falconi
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Lugares de memória pós-coloniais

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Lugares de memória pós-coloniais

O conceito de lugar de memória no contexto do projeto ReMapping Memories Lisboa-Hamburg

A forma como uma sociedade lida com o passado reflete-se em várias manifestações da memória cultural. Mas como é que se produz a memória cultural e onde é que esta se situa? Em sociedades pluralistas, que conceitos fazem justiça à discussão do passado? E como pode a memória ser pensada a partir de uma perspetiva pós-colonial?

Jonas Prinzleve
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Memória pós-colonial enquanto desafio

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Memória pós-colonial enquanto desafio

Os legados coloniais na cidade

Quando memória e desmemória se encontram, surgem fissuras, contradições e conflitos que nos fazem tomar consciência de que não vivemos a mesma História e não temos dela uma memória comum. Na Europa pós-colonial, as fissuras causadas pelos legados coloniais são cada vez mais visíveis, porque a exigência de igualdade de direitos atingiu uma nova dimensão pós-colonial que ameaça derrubar a história da Europa e os seus monumentos.

Noa K. Ha
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Linhas de conexão

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Linhas de conexão

Acerca do legado colonial comum das cidades portuárias de Lisboa e Hamburgo

Durante muito tempo, as cidades portuárias de Hamburgo e Lisboa contaram-se entre as metrópoles coloniais mais influentes da Europa. Foram importantes pontos de interseção na longa e violenta génese do mundo globalizado em que vivemos hoje. O legado colonial de ambas as cidades mostra uma multiplicidade de linhas de conexão.

Jonas Prinzleve
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Marcas do Império na Cidade de Lisboa

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Marcas do Império na Cidade de Lisboa

O passado colonial português deixou marcas impressivas no espaço público nacional, sobretudo na cidade de Lisboa, a antiga capital do império. Estas marcas estendem-se até ao período pós-colonial, quando o império é resignificado, ora como lugar de comemoração da identidade nacional, ora como lugar da sua contestação por via da reclamação de uma memória mais justa e plural sobre o encontro colonial.  

Elsa Peralta
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Hamburgo e o colonialismo alemão

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Hamburgo e o colonialismo alemão

Enquanto cidade portuária, Hamburgo foi, em conjunto com Berlim, a metrópole colonial da Alemanha. Ainda antes da concretização formal do domínio colonial por parte do Império Alemão entre 1884 e 1919, já a cidade portuária lucrava com a expansão colonial da Europa e assumira enorme importância como centro de comércio de produtos coloniais. No período em que o Império Alemão existiu como entidade política – de 1871 a 1918/1919 – cabia a Hamburgo estabelecer a ligação entre o império e as colónias alemãs em África, na Ásia e na Oceânia, tendo-se por isso transformado numa placa giratória transnacional, ponto de confluência na mobilidade de bens coloniais e pessoas. E mesmo após a Primeira Guerra Mundial, Hamburgo permaneceu a porta da Alemanha para o mundo colonial.

Kim Todzi
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