Diário gráfico do projeto "ReMapping Memories Lisboa - Hamburg"

Convidámos o artista Francisco Vidal a desenvolver mapas de cidades radicalmente subjetivos que são um contra-projeto artístico para os mapas aparentemente objetivos de ambas as cidades. Francisco Vidal concebeu ainda especificamente para o projeto, um diário gráfico, que apresentamos nesta página e num vídeo.

Entrevista 1

Nascido em Portugal em 1978, filho de mãe cabo-verdiana e pai angolano, Francisco Vidal tem vindo a explorar no seu trabalho vários suportes, incluindo a pintura, o desenho e a instalação, resultado de uma meticulosa e continuada reflexão sobre as possibilidades discursivas da expressão plástica e estética na relação com as sociedades e atualidades Portuguesa e Angolana.

A identidade pós-colonial constitui o foco principal do seu trabalho artístico. O seu trabalho está imbuído de uma conotação histórica e política, abordando temáticas como a diáspora africana, miscigenação cultural e identitária, e correntes transculturais.

Formou-se em escultura pela ESAD, Caldas da Rainha (Portugal) e adquiriu o mestrado na Columbia University School of the Arts , em Nova Iorque (EUA). Foi um dos representantes de Angola na 56a Bienal de Veneza (2015), país onde tem repartido residência com Portugal. Em 2016, integrou a exposição conjunta “Portugal-Portugueses” no Museu Afro Brasil, em São Paulo. Em 2017, obras suas foram expostas no Bozar, o Palácio de Belas Artes de Bruxelas, no âmbito do Afropolitan Festival.

Expõe regularmente desde 2005, em mostras individuais e colectivas, em Lisboa, Luanda, Paris, São Tomé, Joanesburo, São Paulo, Londres, Macau, Lagos, Chile, Paris, e encontra-se representado em várias colecções públicas e privadas de renome, incluindo a Colecção da Fundação EDP, Fundação PLMJ, Colecção Sindika Dokolo, Scheryn Art Collection, e Fundação Calouste Gulbenkian.

Francisco Vidal (c) Natasha CabralFoto: © Natasha Cabral (@nashdoeswork), cortesia do Festival Iminente (@festivaliminente)